73% das buscas no iFood não citam marca nenhuma
Felipe Ennes
7/22/20264 min read
⚡️ Resumo Relâmpago
Bom dia, bom dia, bom dia!
83% dos brasileiros experimentam marcas novas quando encontram uma boa oferta, e 73% das buscas no iFood são por termos genéricos.
A diretora de Varejo do Google Brasil disse o que toda marca precisa ouvir: na era da IA agêntica, invisibilidade digital é risco de negócio.
E a Shopify lançou a maior atualização de coleções da sua história, com IA para montar vitrines automaticamente e muito menos trabalho manual para o lojista.
Três histórias com o mesmo recado: a vitrine digital nunca foi tão decisiva quanto agora.
Bóra testar: 83% dos brasileiros experimentam marcas novas diante de uma boa oferta
Cliente é pouco: para a diretora de Varejo do Google Brasil, na era da IA agêntica a marca precisa ser reconhecida pelo consumidor e pelo algoritmo ao mesmo tempo
Ficou fácil: a Shopify relançou completamente o sistema de coleções com múltiplas fontes, segmentação por variante, integração com apps e o assistente Sidekick para montar e editar coleções por comando de texto.
🎯 Notícias
Imagem: ChatGPT
🏷️ Boas ofertas levam 83% dos brasileiros a experimentar novas marcas
Uma pesquisa do iFood Ads com a Opinion Box mostrou que 83% dos brasileiros experimentam marcas novas diante de uma boa oferta, e 68% trocam de marca ao encontrar algo melhor ou mais barato. Internamente, o iFood identificou que 88% dos carrinhos contêm pelo menos um produto que o usuário nunca havia comprado antes.
O dado mais relevante para quem anuncia na plataforma: 73% das buscas no iFood nos últimos 12 meses usaram termos genéricos. O consumidor pesquisa "cerveja", não "Heineken". Pesquisa "shampoo", não uma marca específica. Quem aparece no topo quando o algoritmo processa esse termo genérico leva a venda.
Esse dado muda a conversa sobre fidelização no e-commerce.
Se o consumidor chega aberto e dois terços das vezes sequer digitam uma marca, a batalha não começa no produto. Começa na visibilidade dentro da plataforma.
E isso tem uma implicação direta para qualquer lojista que anuncia em marketplace ou app de delivery: otimizar o posicionamento para termos genéricos não é detalhe de operação, é estratégia de crescimento.
Imagem: Canva
🤖 Google vê IA agêntica como nova fronteira da relação com o consumidor
Em entrevista ao E-Commerce Brasil, Gleidys Salvanha, diretora de Varejo e Tecnologia do Google Brasil, afirmou que a IA agêntica desloca a relação com o consumidor de uma lógica transacional para uma de assistência contínua. Na prática, isso significa que a marca precisa ser identificada e validada pelo algoritmo antes de ser apresentada ao consumidor.
Para isso, dois ativos se tornam centrais: força de marca e precisão de dados primários. O algoritmo só recomenda o que consegue mapear, entender e confiar. E as marcas que não constroem relevância cultural nem estratégia de dados robusta correm risco real de invisibilidade digital.
A executiva fez um alerta que merece atenção especial: marcas não devem esperar o mercado se consolidar para testar. As que estão adiantando mensuração, automação e estrutura de dados são as que vão pilotar resultados em vez de adivinhar o mercado.
Isso ressoa diretamente com a notícia anterior do iFood.
Quando 73% das buscas são por termos genéricos e a IA é que decide qual marca aparece, ter dados organizados e relevância de marca reconhecível pelo algoritmo não é vantagem competitiva futura. É requisito de visibilidade hoje.
Imagem: Shopify
⚙️ Shopify lança maior atualização de coleções da sua história
A Shopify relançou completamente o sistema de coleções com o que chama de maior atualização da sua história nessa funcionalidade. As principais mudanças: uma coleção agora pode combinar condições automáticas, produtos selecionados manualmente, fontes de apps externos e até outras coleções como blocos de construção.
A novidade de maior impacto prático é a segmentação por variante: uma coleção pode incluir apenas as variantes vermelhas e rosas de uma linha de produtos, por exemplo. Isso funciona em loja online, PDV e no app Shop. O assistente Sidekick agora também monta e edita coleções por instrução de texto, sem que o lojista precise navegar por menus.
Para quem usa Shopify, isso tem impacto imediato na operação de merchandising.
Criar uma coleção de "Chegadas dos últimos 30 dias" com os bestsellers fixados manualmente no topo, ou uma coleção de "Abaixo de R$ 150" que se atualiza sozinha conforme preços mudam e itens saem de estoque, eram tarefas que exigiam workarounds, apps de terceiros ou manutenção constante.
Agora funcionam nativamente. Menos trabalho, mais flexibilidade e vitrine digital que se mantém atualizada sem intervenção manual.
📅 Agenda Física & Digital
28/07 — Fórum E-Commerce Brasil 2026 — O palco das grandes tendências, marcas e líderes do e-commerce mundial. Anhembi, São Paulo/SP
11/08 — Mktplace Day — Conectando marcas a resultados em marketplaces. Maringá/PR.
💡 Dica Poderosa do Dia
“A dica poderosa de hoje é: faça uma busca pelo seu próprio produto usando termos genéricos no marketplace onde você vende.
Pesquisa "camiseta masculina", não o nome da sua marca. Pesquisa "tênis infantil", não o seu produto específico.
Se você não aparece nos primeiros resultados para esses termos, você está perdendo para o algoritmo antes do consumidor sequer ter a chance de te escolher.”
🎤 Fechamento
E este foi o Primeira Conversão desta quarta-feira, 22 de julho de 2026.
As três notícias de hoje contam a mesma história.
Ser encontrado pelo algoritmo virou tão importante quanto ser escolhido pelo consumidor. Quem entender isso e organizar sua operação em torno disso vai crescer. Quem continuar esperando o mercado se consolidar vai descobrir que o algoritmo já escolheu outro.






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