76% das compras nos marketplaces e você com medo da IA...

Felipe Ennes

3/16/20264 min read

⚡️ Resumo Relâmpago

Bom dia, bom dia, bom dia!

Deixa eu perguntar uma coisa:


Você tem medo da venda direta pela IA, mas não tem medo dos marketplaces?

Os marketplaces seguem dominando a preferência do consumidor com 76% das compras. E ao mesmo tempo… algumas grandes empresas começam a ver as lojas físicas voltando a ganhar força.

É aquilo. Como já falamos várias vezes aqui, o jogo do varejo não é mais online versus offline. É quem consegue integrar melhor os dois mundos.

E as notícias de hoje mostram exatamente isso.

  • Marketplaces dominam o Mês do Consumidor com 76% da preferência nas compras online.

  • Saúde e beleza crescem 44% no e-commerce brasileiro.

  • Magalu vê e-commerce desacelerar enquanto lojas físicas ganham protagonismo.

🎯 Notícias

Imagem: Canva

🛒 Marketplaces lideram compras no Mês do Consumidor

Uma reportagem publicada pelo portal Mercado & Consumo mostrou um dado que confirma algo que quem trabalha com e-commerce no Brasil já sente na prática.

Durante o Mês do Consumidor, cerca de 76% das compras online foram realizadas em marketplaces.

Isso reforça a força de plataformas como Amazon, Mercado Livre, Shopee e Magalu dentro da jornada digital do consumidor brasileiro.

Os marketplaces continuam sendo vistos como ambientes de confiança, com variedade de produtos, comparação de preços e logística consolidada.

Esse número é gigantesco. Mas não é novidade!

76% significa que três em cada quatro compras online estão acontecendo dentro de marketplaces.

Isso explica por que tantas marcas vivem um dilema estratégico. Vender no marketplace aumenta alcance e volume, mas também cria uma dependência perigosa.

Porque quando o consumidor compra dentro do marketplace, muitas vezes ele não lembra da marca.

Ele lembra da plataforma.

No Brasil, marketplaces viraram quase um “Google das compras”. Quando o consumidor quer algo, ele não entra mais no site da marca. Ele entra no marketplace e começa a busca ali.

E aqui vai uma provocação importante para quem trabalha com e-commerce próprio.

Se a maior parte da demanda começa dentro dos marketplaces, o papel do site próprio muda completamente. Ele deixa de ser apenas canal de venda. E passa a ser canal de relacionamento, marca e margem.

Quem não entender essa dinâmica corre o risco de virar apenas fornecedor de marketplace. E fornecedor normalmente não captura o maior valor da cadeia.

Imagem: Canva

💄 Saúde e beleza crescem 44% no e-commerce brasileiro

Segundo matéria publicada pela CNN Brasil, o setor de saúde e beleza registrou crescimento de 44% no e-commerce brasileiro, de acordo com um estudo recente do mercado.

O aumento mostra como categorias ligadas a autocuidado, bem-estar e estética continuam ganhando força nas compras online.

Produtos de skincare, cosméticos, suplementos e itens de cuidado pessoal estão entre os principais motores desse crescimento.

Esse crescimento de 44% não é apenas um número bonito. Ele revela uma mudança estrutural de comportamento. Categorias como beleza e saúde têm três características que funcionam muito bem no digital:

Primeiro, recorrência. Quem usa skincare, suplemento ou cosmético compra várias vezes ao ano.

Segundo, comunidade. Influenciadores e creators têm um papel gigantesco nessa categoria e terceiro, conteúdo. Antes de comprar, o consumidor quer entender o produto, ver reviews, ver resultado.

É uma categoria perfeita para o modelo de social commerce que está crescendo no mundo.

E tem outro ponto interessante.

Historicamente, farmácias e perfumarias dependiam muito da loja física. Hoje muitas marcas de beleza já nascem digital-first. O resultado? Uma guerra interessante entre varejo tradicional e marcas nativas digitais.

Dominar conteúdo, creators e recorrência entrega uma vantagem boa.

Imagem: ChatGPT

🏡No Magalu, e-commerce desacelera enquanto lojas físicas ganham força

De acordo com reportagem publicada pela revista Exame, o Magazine Luiza informou ao mercado que suas lojas físicas voltaram a ganhar protagonismo nas vendas, enquanto o e-commerce apresentou desaceleração.

Segundo a área de relações com investidores da empresa, o crescimento das lojas está ligado a uma estratégia focada em venda com qualidade e rentabilidade, além de um cenário de consumo ainda pressionado.

Essa notícia pode parecer contraditória. Durante anos o discurso era simples.

“O futuro é digital.” Mas a realidade está mostrando algo mais sofisticado.

O futuro é omnichannel bem executado. Lojas físicas têm três vantagens enormes que o digital ainda não conseguiu replicar completamente: a experiência imediata, a confiança no produto e o contato humano.

E no Brasil isso pesa ainda mais. Especialmente em categorias de ticket alto como eletrodomésticos e eletrônicos.

Outro ponto que pouca gente comenta. Loja física também pode funcionar como hub logístico.

To falando de retirada de pedidos, entrega mais rápida e troca facilitada.

A loja deixou de ser apenas ponto de venda. Ela virou infraestrutura do e-commerce e quem entende isso transforma custo em vantagem competitiva.

📅 Agenda Física & Digital
  • 16 e 17/04 — VTEX Day 2026 - O maior evento de digital commerce da América Latina. Se você trabalha com e-commerce, tecnologia ou varejo, provavelmente vai estar lá.

💡 Dica Poderosa do Dia

“Se você vende no marketplace e também tem e-commerce próprio, precisa responder uma pergunta estratégica.
Por que o cliente compraria no seu site e não no marketplace?
Preço normalmente não é a resposta.
O que realmente funciona é:

• experiência melhor
• benefícios exclusivos
• relacionamento com a marca

Quem não cria essa diferenciação vira apenas mais um seller competindo por preço dentro da plataforma e será assim com os chats de AI.
Competir só por preço nunca termina bem".