A Amazon virou o AWS do varejo e a Pernambucanas resolveu ensinar ioga. Semaninha normal

Felipe Ennes

5/29/20265 min read

⚡️ Resumo Relâmpago

Bom dia, bom dia, bom dia!

O varejo está mudando de dono e o dono que está emergindo é a infraestrutura tecnológica. A Amazon fez algo que mudou completamente a conversa sobre competição no varejo digital global: começou a alugar sua tecnologia de agente de compras para outros varejistas via AWS. A Pernambucanas saiu do varejo de moda e entrou em saúde, educação e carreira, por preços de até R$25, a estratégia por trás disso é mais inteligente do que parece. A Feira Brasileira do Varejo encerrou com 56% de crescimento e R$83 milhões em negócios fechados em Porto Alegre, um número que diz muito sobre o momento do varejo fora do eixo.

  • Amazon vira infraestrutura: a AWS lançou o Amazon Nova Act. Tecnologia de agente de compras que a Amazon usa internamente e agora aluga para outros varejistas.

  • Pernambucanas virou super app: a rede lançou três serviços digitais: Educa Mais, Viva Mulher e Conecta Carreira, por até R$25. A loja virou plataforma.

  • Porto Alegre mandou o recado: a Feira Brasileira do Varejo 2026 encerrou com 56% de crescimento em relação a 2025, R$83 milhões em negócios e 12 mil visitantes. O varejo fora do eixo SP-RJ está mais forte do que muita gente imagina.

🎯 Notícias

                                                                                                 Imagem: Amazon

🦾 A Amazon começou a alugar sua tecnologia de agente de compras e qualquer varejista pode usar

A AWS lançou ontem o Amazon Nova Act. O mesmo agente de IA que a Amazon usa internamente para realizar compras em nome dos consumidores dentro do seu ecossistema.

A novidade é que agora qualquer varejista pode contratar essa tecnologia via AWS e implementar um agente de compras dentro da sua própria loja ou app. O agente navega, seleciona, compara e finaliza compras de forma autônoma com base nas preferências do usuário.

Esse movimento da Amazon é um dos mais estratégicos dos últimos anos, e a maioria das pessoas ainda não percebeu o tamanho do que aconteceu.

A Amazon não quer mais ser só o maior marketplace. Ela quer ser a infraestrutura sobre a qual todos os outros marketplaces e e-commerces operam.

É a mesma lógica do AWS com computação em nuvem: a Amazon construiu para si e depois alugou para o mundo inteiro, e hoje é o maior negócio da empresa.

Para o varejista brasileiro, o sinal é claro: a IA de compras vai chegar às lojas nacionais mais cedo do que parece.

                                                                                           Imagem: Pernambucanas

⚙️ Pernambucanas virou plataforma de serviços, e a loja de moda agora vende curso de IA e ioga

A Pernambucanas lançou ontem três novos serviços digitais: Educa Mais (mais de 1.300 cursos, incluindo reforço escolar e preparação para o Enem), Viva Mulher (saúde, bem-estar, ioga, meditação e suporte para casos de violência doméstica) e Conecta Carreira (currículo, entrevistas, cursos de IA e contabilidade).

Todos os serviços têm preços de até R$ 25 e foco nas classes C, D e E. O app da rede registra entre 1,2 milhão e 1,5 milhão de acessos por mês. A empresa já avalia expandir os serviços para parceiros como Palmeiras e Leroy Merlin.

Esse movimento da Pernambucanas é muito mais inteligente do que parece na primeira leitura.

O problema clássico do varejo de moda é a baixa frequência de compra. O cliente vai à loja três, quatro vezes por ano.

Com serviços recorrentes de R$ 25 por mês, a Pernambucanas passa a ter contato com o cliente toda semana, no app, sem precisar vender roupa.

É a mesma lógica da Shopee com o pet, do Mercado Livre com o Meli+: transformar o marketplace em ecossistema de serviços para aumentar tempo de permanência e recorrência.

Para qualquer lojista, a pergunta que fica é direta: o que você pode oferecer que faça o seu cliente voltar antes da próxima compra de produto?

                                                                                                     Imagem: FBV

📍 Feira Brasileira do Varejo 2026: 56% de crescimento, R$ 83 milhões em negócios e uma lição sobre o varejo fora do eixo

A Feira Brasileira do Varejo 2026, realizada em Porto Alegre, encerrou com crescimento de 56% em relação à edição de 2025. O evento reuniu 12 mil visitantes, mais de 150 marcas expositoras e gerou R$83 milhões em negócios fechados durante os três dias. A próxima edição já tem data confirmada para 2027.

Esse número de 56% de crescimento em um ano é um dos sinais mais claros de que o varejo fora do eixo São Paulo-Rio está em ebulição.

Porto Alegre, especialmente depois dos desafios das enchentes de 2024, mostrou uma resiliência empresarial que impressiona. R$83 milhões em negócios fechados em três dias de feira é o tipo de número que coloca o Sul do Brasil no mapa do varejo nacional de um jeito que não dá para ignorar.

Para quem vende online, fica a dica: o consumidor e o lojista do interior e das capitais regionais estão ativos, comprando e buscando parceiros.


Não ignore isso.

📅 Agenda Física & Digital

  • 02/06 — ECBR Summit IA — voltado a executivos que precisam transformar IA, dados e automação em vantagem competitiva real no e-commerce. São Paulo.

  • 10/06 — ExpoEcommO maior circuito de E-commerce do Brasil chega a Blumenau/SC.

💡 Dica Poderosa do Dia

Inspirado no movimento da Pernambucanas: identifique hoje qual serviço recorrente você poderia oferecer para manter contato com seu cliente entre uma compra e outra.

Não precisa ser curso ou plano de saúde. Pode ser um conteúdo exclusivo, uma comunidade no WhatsApp, um programa de pontos simples, ou um serviço de consultoria básica relacionado ao seu produto.

A pergunta certa não é "como vendo mais". É "como faço o cliente voltar antes de precisar comprar". Quem resolve isso, fideliza. Quem fideliza, cresce sem depender só de mídia paga”.

🎤 Fechamento

E este foi o Primeira Conversão desta sexta-feira, 29 de maio de 2026.

A Amazon começou a alugar sua tecnologia de agente de compras. A Pernambucanas vendeu ioga e curso de IA dentro do app de uma loja de moda. E Porto Alegre mostrou que o varejo fora do eixo está mais forte do que muita gente imagina
O varejo que cresce não é o que vende mais. É o que se torna indispensável para o consumidor antes mesmo da compra.

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