A China está ensinando o Brasil a vender e isso não deveria ser novidade!

Felipe Ennes

4/30/20264 min read

⚡️ Resumo Relâmpago

Bom dia, bom dia, bom dia!

O episódio de hoje tem um tema central: adaptação. Como gigantes chinesas chegaram ao Brasil e viraram referência de inovação. O que a Câmara está preparando para mudar as regras do jogo nas compras online. E como o consumidor brasileiro está mudando o comportamento de compra de um jeito que poucos varejistas perceberam ainda. Vamos lá.

  • Lição chinesa: no VTEX Day, AliExpress, 99 e Midea revelaram como adaptaram modelos asiáticos ao Brasil. O segredo não é tecnologia, é leitura local.

  • Novas regras chegando: a Câmara aprovou projeto que obriga plataformas de e-commerce a exibir CNPJ, endereço físico e canais de contato de forma visível, e responsabiliza quem omitir informações que facilitem fraudes.

  • Consumidor cauteloso: com endividamento recorde e crédito caro, o brasileiro ainda compra, mas compra diferente.

🎯 Notícias

                                                                                                          Imagem: Vtex

🈲 O que AliExpress, 99 e Midea ensinaram sobre vender no Brasil

No VTEX Day 2026, executivos de AliExpress, 99 e Midea revelaram como adaptaram modelos de inovação chineses ao Brasil. A diretora do AliExpress destacou que o seller chinês investe muito mais em personalização e tecnologia do que o brasileiro, e que a IA já responde por mais de 99% da curadoria de produtos na plataforma.

A Midea combina inovação chinesa com fabricação local para ganhar agilidade e reduzir risco cambial.

E a 99 reforçou que nenhum modelo global funciona plug-and-play no Brasil: é preciso time local e leitura regional.

O ponto central do painel é o que mais me chamou atenção.

Não é a tecnologia que diferencia as empresas chinesas no Brasil. É a capacidade de adaptação.

Enquanto o seller brasileiro tende a cadastrar produto de forma direta e funcional, o seller chinês pensa em experiência, em conteúdo, em jornada. E isso converte mais.

O aprendizado aqui não é "copie o chinês". É: invista em como apresentar o produto, não só no produto em si. Quem domina a apresentação, domina a atenção. Quem domina a atenção, converte.

                                                                                                      Imagem: ChatGPT

📝 Câmara aprova projeto que muda as regras do e-commerce no Brasil

A Comissão de Comunicação da Câmara dos Deputados aprovou o PL 3451/25, que impõe novas obrigações de segurança para plataformas de e-commerce.

As regras exigem exibição obrigatória e visível de CNPJ, razão social, endereço físico e canais de contato.

As plataformas também devem apresentar termos de contrato e prazos de devolução em linguagem clara antes da compra. A responsabilidade por danos recai sobre a plataforma que omitir informações ou tiver controle direto sobre pagamentos e entregas. Redes sociais que só exibem anúncios ficam de fora, mas devem cooperar com autoridades. O projeto ainda precisa passar pelo Senado.

Esse projeto ainda não é lei. Mas o sinal é claro.

O governo está aumentando a pressão sobre quem vende online para ser mais transparente. E isso é bom para quem já opera direito, mas preocupante para quem não opera.

Porque quando a lei chegar, não vai ter aviso. Vai ter multa.

E aqui tem um ponto estratégico importante:
transparência não é só obrigação legal.
É fator de conversão.
Consumidor que confia, compra. E volta.
Quem esconde informação perde venda antes mesmo de receber visita.

                                                                                                      Imagem: Canva

🛒 O consumidor brasileiro ainda compra, mas do jeito que você talvez não esteja preparado

O varejo cresceu 5,5% em março e 6,4% no ano, segundo o Índice do Varejo Stone. Mas o endividamento das famílias atingiu novo recorde. O resultado é um consumidor que não para de comprar, mas muda como compra: tickets menores, mais pesquisa antes de decidir, maior sensibilidade a frete grátis e entrega rápida.

O e-commerce de abril entra num período de transição. Páscoa passou, Dia das Mães ainda vem, e quem não ajustou mix e precificação agora vai chegar atrasado na próxima onda.Esse dado aqui é um dos mais importantes para quem opera e-commerce no Brasil agora.

O varejo cresce, mas o consumidor está mais seletivo, não menos.
Ele compra, mas pesquisa mais, compara mais e desiste mais rápido se o frete decepcioná-lo.

Isso tem uma tradução direta para operação:
não adianta só ter o produto.
Precisa ter o preço, o frete e a comunicação certos.
Quem ajustou o mix agora, antes do Dia das Mães, vai surfar a onda.
Quem esperou vai nadar contra ela.

📅 Agenda Física & Digital
  • 05/05 — MKTPLACE Day 2026 - Votuporanga/SP - A experiência definitiva para escalar resultados nos marketplaces.

  • 06/05 — Conferência ECBR - Alimentos e bebidas — O futuro do e-grocery no Brasil. IA, dados e automação para mais eficiência e expansão no varejo. Em São Paulo.

  • 19/05 — ExpoEcomm - O maior circuito de E-commerce do Brasil, do sul ao nordeste, agora em Fortaleza no Ceará.

💡 Dica Poderosa do Dia

Com o Dia das Mães a 11 dias, faça agora uma revisão rápida de três pontos:

Sua comunicação fala do momento ou só do produto? Seu frete está competitivo para o período? Você tem estoque suficiente para absorver um pico?

Quem acertar os três converte mais, e com margem melhor. O Dia das Mães não perdoa quem chega despreparado”.

Felipe Ennes

🎤 Fechamento

E este foi o Primeira Conversão desta quarta-feira, 30 de abril de 2026.

O que as gigantes chinesas ensinaram é simples: tecnologia sem adaptação local não escala. A Câmara está mudando as regras do e-commerce, e quem já opera com transparência sai na frente. E o consumidor brasileiro continua comprando, mas de um jeito que exige mais precisão do varejista. No fim, o mercado pede sempre a mesma coisa. Quem entende o cliente de verdade, vende mais.