O consumidor está começando a rejeitar marcas “perfeitas demais"
Felipe Ennes
3/27/20264 min read


🎯 Notícias
⚡️ Resumo Relâmpago
Bom dia, bom dia, bom dia!
Hoje o episódio é sobre limpeza e conexão. Vamos abrir com a Americanas fazendo o 'limpa' na casa, vendendo marcas icônicas para finalmente tentar sair da UTI financeira. Depois, um banho de água fria nos empolgados com tecnologia: metade dos consumidores prefere marcas que não usam IA Generativa. E fechamos com a nova habilidade obrigatória para sobreviver em 2026: por que produzir conteúdo virou tão essencial quanto falar inglês.
Operação desapego: Americanas vende Imaginarium e Puket e pede o fim oficial da sua recuperação judicial.
IA sob suspeita: pesquisa da Gartner revela que 50% dos consumidores preferem marcas que evitam o uso de IA na comunicação.
Conteúdo é o novo inglês: a lógica das empresas mudou e agora a produção de conteúdo é o motor da economia.


Imagem: Lojas Americanas
😅Americanas vende Imaginarium e Puket e pede fim da recuperação judicial
A Americanas anunciou a venda das marcas Imaginarium e Puket como parte do seu processo de reestruturação.
A empresa também pediu o encerramento da recuperação judicial, sinalizando uma tentativa de reorganizar sua operação e voltar ao mercado com mais foco.
Quem conhece a história do e-commerce, com certeza ficou feliz com essa notícia!
Essa notícia não é só sobre venda de ativos. É sobre sobrevivência estratégica.
A Americanas está fazendo o que muita empresa evita fazer.
Abrir mão de ativos para ganhar fôlego.
E isso dói.
Porque Imaginarium e Puket não são só negócios. São marcas com identidade, público, história.
Mas aqui tem uma leitura importante para o varejo.
Em momentos de crise, eficiência ganha de portfólio. Não adianta ter várias frentes se nenhuma performa bem.
E no digital isso fica ainda mais claro.
Operação complexa, margem apertada, logística pressionada, não perdoam estrutura inchada.
Agora, o ponto crítico.
Recuperar a operação é uma coisa. Reconstruir confiança é outra.
E confiança não se recompra vendendo ativo.
Isso leva tempo, mas eu acredito!
Imagem: Canva


✋ Consumidores preferem marcas que não usam IA generativa em excesso
Com base em estudo do Gartner, cerca de metade dos consumidores afirma preferir marcas que não utilizam inteligência artificial generativa de forma excessiva em sua comunicação.
A principal preocupação está ligada à autenticidade e confiança.
Aqui está o freio de mão do hype.
Enquanto as empresas correm para automatizar tudo, o consumidor começa a puxar na direção oposta. E não é rejeição à tecnologia. É rejeição à artificialidade.
Existe uma diferença grande entre usar IA para melhorar eficiência, e usar IA para substituir identidade. E muita marca está confundindo isso.
No Brasil, isso é ainda mais sensível.
Nossa comunicação sempre foi muito humana, próxima, cultural, e quando tudo vira texto genérico, imagem perfeita demais, o consumidor sente.
E quando sente… desconfia.
A ironia é boa.
Nunca foi tão fácil produzir conteúdo.
Mas também nunca foi tão difícil gerar conexão.


Imagem: Canva
📝 Creator economy muda a lógica das empresas: conteúdo vira ativo central
A creator economy está transformando o papel do conteúdo nas empresas.
Mais do que marketing, o conteúdo passa a ser uma competência central, influenciando diretamente vendas, branding e relacionamento com o cliente.
Essa notícia fecha perfeitamente o raciocínio.
Se o consumidor rejeita o artificial, e busca conexão, alguém precisa preencher esse espaço.
E esse alguém é o conteúdo. Mas não qualquer conteúdo!
Conteúdo com voz, com identidade, com contexto.
A creator economy não é sobre influenciador. É sobre distribuição de confiança.
Quem cria conteúdo relevante ganha atenção. Quem ganha atenção, influencia a decisão.
E quem influencia decisão… vende!
Simples assim.
No fim, não basta ter tráfego pago, não basta ter produto bom. Você precisa saber se comunicar.
E aqui vai um ponto desconfortável. A maioria das empresas ainda trata conteúdo como “post”.
Quando na verdade ele virou canal.
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💡 Dica Poderosa do Dia
“Já que 50% das pessoas estão "vacinadas" contra IA, faça o oposto. A Ação: Em seus e-mails de pós-venda ou páginas "Sobre Nós", inclua fotos reais da equipe, bastidores sem filtro ou vídeos curtos (estilo Reels) de pessoas reais falando. Por que? Em um mar de perfeição sintética, a imperfeição humana".
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