O futuro do varejo não é omnichannel. É inevitável

Felipe Ennes

3/3/20264 min read

⚡️ Resumo Relâmpago

Bom dia, bom dia, bom dia!

O episódio traz números que assustam e entusiasmam: vamos falar da concentração absurda de quase 90% das vendas globais em marketplaces, a obsessão do brasileiro por pagamentos que não o fazem perder tempo e o setor de moda, que decidiu que 2025 foi o seu ano de glória no Brasil.

  • Dominância total: marketplaces já concentram 87% de todas as vendas online do planeta.

  • Pagamento relâmpago: brasileiros consolidam o uso frequente do e-commerce e priorizam checkouts com pagamentos instantâneos.

  • Moda no topo: o setor de vestuário liderou o e-commerce nacional em 2025, registrando uma alta impressionante de 35%.

🎯 Notícias

                                                                                                     Imagem: Canva

🛒Marketplaces concentram 87% das vendas online globais, revela relatório

O portal E-Commerce Brasil trouxe um dado que muda o jogo: quase 9 de cada 10 dólares gastos na internet mundial passam por marketplaces. A centralização em gigantes como Amazon, Alibaba e Mercado Livre não é mais uma tendência, é a realidade estabelecida da economia digital.

Essa é a primeira notícia do dia porque ela define o frame da conversa: o mundo não está dividido entre loja própria e marketplace. Ele está sendo dominado por marketplaces.

87%! Sim, quase nove em cada dez vendas online no mundo inteiro passam por eles. Isso não é liderança. É hegemonia de canal.

Para o Brasil isso tem duas consequências diretas:

  1. Marca que acha que vai ganhar volume só com D2C precisa recalibrar suas expectativas de escala.

  2. Marketplace deixou de ser “canal alternativo”. Ele virou a principal rota de descoberta e compra.
    Não é onde a marca aparece, é onde a venda acontece.

E antes que alguém diga “mas é diferente no Brasil”… é exatamente assim aqui também. Se você olhar dados isolados, vai ver que a concentração é semelhante, e sem sinal de recuo.

Marketplaces não são concorrentes do varejo.
Eles viraram infraestrutura de mercado.
E quando quem controla a infraestrutura decide regra, melhor você jogar dentro das regras.

                                                                                                       Imagem: ChatGPT

📱Brasileiros usam frequentemente e-commerce com pagamentos rápidos


De acordo com o InfoMoney, a frequência de compra do brasileiro no digital atingiu novos patamares, acompanhada de uma exigência inegociável: rapidez no checkout. O Pix e as carteiras digitais mataram a paciência de quem tinha que preencher formulários infinitos.

O consumidor brasileiro quer rapidez.
E não é só porque “está na moda pagar com Pix”.
É porque a experiência de compra virou competição por tempo de atenção.

O que isso significa de verdade:
• Checkout que demora vira taxa de abandono.
• Pagamento rápido vira diferencial, não feature extra.
• Carteira digital é mais relevante que desconto de cupom, porque ela remove atrito.

O brasileiro está tão acostumado a pagar sem pensar que qualquer passo extra no checkout é sentido como erro de UX.
E lembra da primeira notícia? Se 87% das vendas já acontecem em marketplaces, isso explica uma parte: lá o pagamento é rápido, conhecido e eficiente.
Na sua loja própria, ele ainda encontra formulários? Cartão que não salva? SMS chato? É o equivalente digital de dizer “volte amanhã”.

Pagamento não é detalhe. é filtro de intenção.
Se o consumidor decide como quer pagar antes de decidir o que quer comprar, a experiência de checkout aparece antes do produto na cadeia de valor.

                                                                                                         Imagem: Canva

👗Moda lidera o e-commerce brasileiro em 2025 com alta de 35% nas vendas

O site Central do Varejo confirmou o campeão do último ano: o setor de moda. Com um crescimento robusto de 35%, o vestuário provou que as barreiras de "provar antes de comprar" foram definitivamente derrubadas por políticas de troca eficientes e provadores virtuais.

Agora junta tudo e olha para o que de fato está sendo comprado.

O brasileiro já domina marketplaces.
Já decidiu que quer pagar rápido.
E agora prova com números que moda voltou a ser protagonista do comércio online, com crescimento de 35%.

Por quê?
Porque moda é habitual. É renovação. É impulso. É emocional.
E mercados dominados por hábito favorecem plataformas que já resolvem:

📌 descoberta rápida
📌 pagamento sem atrito
📌 entrega que chega no menor tempo possível

Além disso, moda é recorrência.
Quando a categoria mais popular entra no digital pesado e cresce 35%, isso significa que o cliente está comprando muito mais do que “presentes ou picos sazonais”.
Ele está comprando no ciclo normal da sua vida.

E novamente: em marketplaces isso acontece de forma mais natural, sem fricção, com confiança e com pagamento já resolvido.

📅 Agenda Física & Digital
  • 03/03 - ECBR Lifestyle: Evento do E-Commerce Brasil focado em Moda & Beleza, Casa & Decor.

  • 04/03 - ECBR: Marketplace, Ads & Performance: Congresso técnico.

💡 Dica Poderosa do Dia

Teste hoje o seu próprio processo de compra no celular. Se você levar mais de 30 segundos para chegar na tela de pagamento, você está perdendo dinheiro. Se você ainda olha prioridade de canal por “custo de comissão”, você está olhando pelo espelho retrovisor.
O foco tem que ser:
1. experiência sem atrito
2. presença onde o consumidor já decide.
3. jornada de descoberta que começa em algoritmo, não em home page".