O marketplace pode matar seu negócio
Marcas brasileiras pequenas estão crescendo mais rápido do que as grandes dentro dos marketplaces. Uma startup criou um canal de vendas B2B via live que não existia há 18 meses. E uma das maiores plataformas do país está dizendo publicamente que depender de marketplace pode matar seu negócio. Quem está construindo algo próprio está saindo na frente?
Felipe Ennes
6/29/20264 min read
⚡️ Resumo Relâmpago
Bom dia, bom dia, bom dia!
Marcas brasileiras pequenas estão crescendo mais rápido do que as grandes dentro dos marketplaces. Uma startup criou um canal de vendas B2B via live que não existia há 18 meses. E uma das maiores plataformas do país está dizendo publicamente que depender de marketplace pode matar seu negócio.
Quem está construindo algo próprio está saindo na frente?
Nuvemshop avisa: se marketplace representa 80% da sua receita, uma mudança de algoritmo pode matar seu negócio.
Netshow.me transformou lives em canal de vendas B2B: eles devem movimentar R$ 1 bilhão em transações em 2026.
É do Brasil!: marcas brasileiras de nicho crescem 2 a 3 vezes mais que a média do setor dentro dos marketplaces.
🎯 Notícias
Imagem: Nuvemshop
🛒Nuvemshop: depender de marketplace pode matar o seu negócio
Alejandro Vázquez, cofundador da Nuvemshop, concedeu entrevista ao InfoMoney e foi direto: se o marketplace representa 80% da sua receita, uma mudança de algoritmo pode matar seu negócio.
A Nuvemshop processa hoje 2% do e-commerce brasileiro, tem mais de 180 mil marcas na plataforma e cresceu 75% no ano passado. A proposta da empresa é integrar loja própria, loja física e marketplaces, devolvendo ao lojista o controle sobre os dados e o relacionamento com o cliente.
A meta é chegar a 1 milhão de marcas e processar 10% do e-commerce da América Latina. E o cofundador fala abertamente em IPO num prazo de cinco anos.
O marketplace é uma ótima porta de entrada. Mas uma péssima casa.
Você não sabe o nome do seu cliente. Não controla o preço. Não controla a experiência. Quando as regras mudam, você descobre que construiu um negócio em terreno alugado.
A dependência de canal único é um dos maiores riscos do e-commerce. E não é só marketplace. Acontece com quem depende 100% de Instagram, de Google Ads, de tráfego orgânico.
O recado de Vázquez vale para qualquer lojista: diversifique e controle o relacionamento com o seu cliente. Um e-mail capturado é um ativo seu. Um pedido no marketplace é do marketplace.
Imagem: Netshow.me
▶️Netshow.me: a live que conecta indústria e lojista e vai movimentar R$ 1 bilhão
A Netshow.me começou fazendo shows online de artistas em 2013, pivotou para conteúdo corporativo e fez mais uma virada: criou o live commerce B2B.
A ideia é simples. Uma indústria transmite ao vivo para toda a sua rede de distribuidores, revendedores ou franqueados. Apresenta produtos, explica a estratégia comercial e recebe pedidos em tempo real durante a transmissão. Em 18 meses essa vertical virou 50% da receita da empresa.
A meta para 2026 é movimentar mais de R$ 1 bilhão em transações por esse canal. Entre os clientes estão EMS, L'Oréal, Fini e O Boticário.
Todo mundo fala de live commerce B2C, que é marca vendendo para consumidor final. O canal B2B, que é indústria vendendo para lojista, ainda funciona muito no modelo de visita presencial e pedido no WhatsApp.
A Netshow.me jogou tecnologia nessa brecha.
O que chama atenção é a velocidade: 18 meses para essa vertical virar metade da empresa. Quando um mercado estava esperando por uma solução, a adoção é assim.
Setores como farmácia, cosméticos e alimentos têm redes enormes de pontos de venda. Reunir 900 farmacistas numa live para apresentar um lançamento é impraticável no modelo presencial. Online, é uma tarde de trabalho.
Imagem: Canva
📱Marcas brasileiras de nicho estão vencendo dentro dos marketplaces
Marcas brasileiras pequenas, sem investidor de fora e sem operação de massa, estão crescendo duas a três vezes mais que a média do setor em categorias como casa e utilidades domésticas.
O e-commerce derrubou a barreira da prateleira. Sem precisar de espaço em rede física, essas marcas chegam ao consumidor com produto bom, foto real, review honesto e atendimento rápido. A reportagem traz exemplos como Softinox em Maringá, Vidro&Decor e LUMAI em Guarulhos, que ultrapassa 30 mil pedidos mensais nos principais marketplaces.
O e-commerce não é só canal de vendas. É mecanismo de equalização competitiva.
Uma marca pequena de Maringá disputa visibilidade com marcas de São Paulo no mesmo ranking. O que decide a batalha é qualidade de produto, foto e reputação. Não tamanho de time de marketing.
E tem um ponto relevante: o consumidor parou de tolerar shrinkflation. Quem reduz o produto dentro da embalagem sem avisar leva review ruim imediatamente. Marcas que escolheram o caminho oposto, com produto honesto e comunicação direta, estão colhendo fidelização.
O mercado não está premiando quem é grande. Está premiando quem é bom.
📅 Agenda Física & Digital
Prime Day Amazon — 1 a 7 de julho. Prepare operação e estoque.
08/07 — ExpoEcomm — A maior feira de e-commerce do Brasil chega a Curitiba/PR.
28/07 — Fórum E-Commerce Brasil 2026 — O palco das grandes tendências, marcas e líderes do e-commerce mundial. Anhembi, São Paulo/SP
💡 Dica Poderosa do Dia
“Toda vez que você vende em marketplace, quem fica com o dado do cliente é o marketplace. Não você.
Então se você vende em marketplace, crie uma razão para o cliente ir até o seu canal próprio em algum momento: um cupom de desconto, um programa de fidelidade, um conteúdo exclusivo.
Um e-mail capturado é um ativo seu. Um pedido no marketplace é do marketplace. A diferença parece pequena hoje. Em dois anos, é enorme”.
🎤 Fechamento
E este foi o Primeira Conversão desta sexta-feira, 29 de junho de 2026.
A Nuvemshop avisou que dependência de marketplace é risco real.
A Netshow.me inventou um canal de vendas B2B via live que não existia há 18 meses e já mira R$1 bilhão.
E marcas brasileiras pequenas estão crescendo mais rápido do que as grandes dentro dos próprios marketplaces.
As três histórias contam a mesma coisa.
Quem está construindo algo próprio, com produto bom e relacionamento direto com o cliente, está saindo na frente. O varejo brasileiro não está esperando permissão para crescer.








Contato
Fale conosco para dúvidas ou sugestões
Redes
© 2026. All rights reserved.