Quem vai ficar com os R$450 bilhões?

Felipe Ennes

3/23/20263 min read

🎯 Notícias
⚡️ Resumo Relâmpago

Bom dia, bom dia, bom dia!

Hoje o episódio é sobre escala e onipresença. Vamos abrir com a cifra astronômica de R$ 450 bilhões que o mercado brasileiro deve movimentar este ano, passar pela nova estratégia do Google para 'sequestrar' o seu catálogo e fechar com a prova de que a Alexa não é mais apenas um despertador de luxo, mas uma vendedora implacável. Se você acha que o jogo já está ganho, segura o fone, porque o tabuleiro acabou de virar.

  • Cifrão no olho: UBS BB projeta que o e-commerce brasileiro vai bater R$ 450 bilhões em 2026.

  • Google de portas abertas: gigante das buscas facilita a entrada de catálogos e carrinhos diretamente na plataforma.

  • Alexa, comprar tudo: Amazon revela que usuários compram três vezes mais via Alexa do que em versões anteriores da tecnologia.

Imagem: Canva

💰 Otimismo de Meio Trilhão: O que esperar do e-commerce brasileiro segundo o UBS BB

O banco UBS BB atualizou suas projeções e o número é de cair o queixo: o varejo digital brasileiro deve movimentar R$ 450 bilhões em 2026. A consolidação dos grandes players e a digitalização das classes C e D são os grandes motores.

Esse número não é só "crescimento", é consolidação. O mercado brasileiro deixou de ser uma promessa para virar o prato principal da economia.

Com tanta grana em jogo, o custo de aquisição (CAC) vai subir. Não há espaço para amadores. Se você não tem uma operação eficiente e uma marca forte, esses R$ 450 bilhões vão passar direto pelo seu caixa e cair na conta do Mercado Livre ou da Amazon.

Agora, meio trilhão de reais... e eu ainda recebo encomenda com a caixa amassada. Prioridades, né?

Imagem: ChatGPT

⚙️ Google expande integração de catálogos e carrinhos para facilitar o onboarding de lojistas

O Google está simplificando a captura dos lojistas.

Agora, a integração de catálogos e até a sincronização de carrinhos de compras estão mais rápidas. O objetivo é diminuir a fricção entre a busca e o pagamento.

O Google percebeu que estava perdendo a "intenção de compra" para o Instagram e TikTok.

Ao facilitar o onboarding do seu catálogo, ele quer garantir que o usuário não precise sair da busca para finalizar o pedido.

Isso é uma faca de dois gumes.

De um lado, você vende mais fácil. Do outro, o Google vira o dono da jornada, e o seu site vira apenas um "depósito terceirizado".

Bom, mas você já vive isso com os marketplaces, né? A regra é usar a facilidade do Google, mas não esquecer de construir seu próprio CRM, ou você vai pagar pedágio alto para o Google e os marketplaces pelo resto da vida.

Imagem: Canva

🔊 Varejo por voz: Clientes compram 3x mais via Alexa do que antigamente

Agora um dado que cala os céticos do Voice Commerce: a Amazon confirmou que o volume de compras via Alexa triplicou. A inteligência artificial da assistente ficou tão boa em sugerir reposições que o usuário nem pensa mais, ele apenas autoriza.

A "Compra por Impulso" evoluiu para a "Compra por Conveniência Invisível".


Se o seu produto é recorrente (café, fralda, ração), e você não está disponível para ser comprado via voz, você está fora do jogo.

O consumidor ficou tão preguiçoso que nem quer mais abrir o app da Amazon. Ele grita com a cozinha e o produto aparece na porta. É a vitória definitiva da logística sobre a interface.

Se você vende no marketplace, lute para ser a "opção padrão" da assistente.

📅 Agenda Física & Digital
  • 16 e 17/04 — VTEX Day 2026 - O maior evento de digital commerce da América Latina. Se você trabalha com e-commerce, tecnologia ou varejo, provavelmente vai estar lá.

💡 Dica Poderosa do Dia

“Já que a Alexa está vendendo 3x mais, sua descrição de produto precisa ser "falável". A Ação: No início do seu título de produto, use o termo que as pessoas falam, não o que elas escrevem. Em vez de "Pack 12 Unidades Café Cápsula X", use "Café em cápsula “Coffee Mais” com 12 unidades". Fica natural para a assistente de voz ler e para o cliente confirmar".