Seu app até retém. Mas não adquire mais
Felipe Ennes
7/13/20265 min read
⚡️ Resumo Relâmpago
Bom dia, bom dia, bom dia!
O custo por clique no Google Ads subiu 15% em um ano, e o retorno sobre o investimento em anúncios caiu quase pela metade.
Os apps de compras estão mantendo quem já usa, mas perderam 16% na aquisição de novos consumidores em junho.
A Amazon Now está acelerando no Brasil com alimentos frescos, apostando que a rotina da geladeira é o caminho mais curto para a fidelização.
O denominador comum é simples: chegar no consumidor ficou mais caro em quase todos os canais. Quem vai pagar essa conta?
Tá caro: o custo por clique no Google Ads subiu 15% em um ano e o ROAS caiu até 46%, comprimindo a margem de quem anuncia sem catálogo otimizado.
Tá difícil: apps de compras mantiveram a base de usuários estável em junho, mas registraram queda de 16% na aquisição de novos consumidores.
Tá no dia a dia: a Amazon Now surpreendeu com a demanda por alimentos frescos no Brasil e expandiu seu catálogo em 15%, mirando na frequência de compra do cotidiano.
🎯 Notícias
Imagem: Amazon
🍓 Alimentos frescos impulsionam a Amazon Now no Brasil, e catálogo cresce 15%
A Amazon Now, serviço de entrega ultra rápida lançado no Brasil em 2026 com promessa de até 15 minutos, registrou demanda acima do esperado puxada pela categoria de alimentos frescos e congelados.
Desde o lançamento, o catálogo do serviço cresceu 15%, com destaque para a expansão em frutas e verduras. A operação, feita em parceria com o Rappi para logística, começou em oito cidades e já está avançando para regiões metropolitanas como Osasco.
A jogada da Amazon é mais sofisticada do que parece.
Alimentos frescos têm uma característica que eletrônicos e roupas não têm: o consumidor precisa comprar de novo em poucos dias.
Entrar em frescos e congelados é entrar na rotina. E quem entra na rotina não precisa mais disputar atenção toda vez que o consumidor vai comprar.
É exatamente por isso que o iFood domina o varejo digital de uma maneira que nenhum marketplace tradicional conseguiu até hoje.
A Amazon está tentando replicar essa lógica com a Amazon Now. E está usando o Prime como ancoragem de fidelização por trás disso tudo.
Imagem: Google
📲Apps de compras mantêm usuários, mas perdem novos downloads
Um levantamento da RankMyApp com 142 aplicativos monitorados na Google Play Store mostrou que, em junho, os apps de compras mantiveram a base de usuários estável, mas registraram queda de 16% na aquisição de novos consumidores.
O CTR das páginas dos aplicativos nas lojas digitais recuou 32,3%, e a taxa mediana de aquisição caiu 19,1% no mês.
Em contrapartida, aplicativos de viagens lideraram em crescimento de usuários ativos, com alta de 10,6%, impulsionados pelo início das férias escolares e pela Copa do Mundo.
Esse dado tem uma leitura muito clara pra quem opera com app próprio ou que depende de marketplace.
Retenção virou o ativo mais valioso. Aquisição ficou mais cara e menos eficiente.
O consumidor que já usa continua usando. O consumidor novo está muito mais difícil de conquistar.
E a queda de 32% no CTR das páginas das lojas de aplicativos é especialmente preocupante: significa que mesmo quem chega até a página do app está clicando menos.
Antes de investir em aquisição nova, a pergunta que todo lojista com app deveria estar fazendo é: o que estou fazendo pra quem já instalou o meu app voltar mais vezes?
Imagem: StickPNG
📈 Custo por clique no Google Ads sobe 15% em um ano e ROAS despenca quase pela metade
Um benchmark publicado pela Channable analisou 1,38 bilhão de euros em investimento publicitário de mais de 10 mil anunciantes no e-commerce europeu e mostrou que o custo por clique no Google Ads subiu 15% entre junho de 2025 e junho de 2026.
No mesmo período, o ROAS médio nas campanhas de Standard Shopping caiu 43%, e nas campanhas Performance Max a queda foi de 46%.
O gasto com anúncios no quarto trimestre foi 47,9% maior do que no primeiro, mostrando que o custo de competir nas datas mais quentes do varejo digital segue subindo.
Esse dado merece atenção mesmo que o benchmark seja europeu, porque a dinâmica de leilão do Google é global.
A lógica é simples: mais anunciantes disputando os mesmos cliques, os custos sobem para todo mundo.
E a resposta do cofundador da Channable é direta: quem trata o Google Ads como linha de orçamento paga caro. Quem trata como infraestrutura de dados e otimiza o catálogo, consegue absorver o aumento.
A mensagem para o e-commerce brasileiro é a mesma de sempre: feed de produto organizado, dados estruturados e estratégia de campanha bem construída não são detalhes técnicos. São o que separa margem de prejuízo quando o CPC sobe.
📅 Agenda Física & Digital
28/07 — Fórum E-Commerce Brasil 2026 — O palco das grandes tendências, marcas e líderes do e-commerce mundial. Anhembi, São Paulo/SP
11/08 — Mktplace Day — Conectando marcas a resultados em marketplaces. Maringá/PR.
💡 Dica Poderosa do Dia
“Calcule o seu custo real de aquisição de cliente agora, não no final do trimestre.
Some o que você gasta com Google Ads, Meta, influenciadores e qualquer outro canal pago, e divida pelo número de clientes novos que vieram desses canais no último mês.
Se esse número subiu nos últimos seis meses sem que o ticket médio ou a retenção tenham acompanhado, você tem um problema de eficiência que nenhum aumento de orçamento vai resolver.”
🎤 Fechamento
E este foi o Primeira Conversão desta segunda-feira, 13 de julho de 2026.
A Amazon Now apostou em alimentos frescos para entrar na rotina do consumidor brasileiro.
Os apps de compras só estão retendo quem já é usuário.
E o custo por clique no Google Ads subiu 15% em um ano.
O custo de chegar no consumidor está subindo em todos os canais ao mesmo tempo.






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